31 janeiro 2011

veja-se o rasto do corpo: nas portas
balançam gotas de óleo
a roupa estendida pelo chão
cobre um livro de reclamações inutilizável
o combustivel depois da avaria

as mãos deixaram marcas
no corredor que nasce da lava
onde o pó prepara o regresso da noite

assim, quando o espelho surge
alérgico aos movimentos
perdura o  motim do tempo
as horas mutilam o corpo


m. parissy
in a pele da parede
non nova sed nove, nazaré, setembro 1997

Sem comentários:

Enviar um comentário